Fora tudo isso, tudo bem.

Só pra constar, pelo segundo mês consecutivo a RHBN fez menção ao esperanto. Na matéria 'Ouviram do Ipiranga... do Nilo... do Tâmisa...' (assinada por Murilo Sebe Bon Meihy), lê-se o seguinte:

"Entre os idiomas contemplados com a tradução do hino estão alguns menos 'nacionais' como o esperanto e o latim, bem como línguas trazidas pelos imigrantes para o Brasil, como o alemão, o árabe, o chinês, o japonês e o húngaro."

O texto trata das traduções do Hino Nacional Brasileiro para outras línguas, e de uma compilação feita pelo coronel Arlindo Vianna, com o apoio das Forças Armadas, em 1953, onde constavam as traduções acima referidas, além das versões para o que chamaram de tupi-guarani (que, até onde eu saiba, não é língua, e sim um grupo de línguas) e para o braile.

Em breve chega às bancas o novo número... Será que nos reserva mais uma boa surpresa?


MEIHY, Murilo Sebe Bon. Ouviram do Ipiranga... do Nilo... do Tâmisa... In: Revista de História da Biblioteca Nacional. Rio de Janeiro. Ano 3, N° 31, pp 90-91, abril de 2008.

rzerbetto wrote on May 16
O Tupi-Guarani, também conhecido como língua-geral ou nhengatu, é um idioma planejado, assim como o esperanto. Foi criado pelos jesuítas para servir como língua-ponte entre o português e as diversas línguas indígenas do tronco tupi. Basicamente é uma mistura da gramática portuguesa com palavras de origem indígena. Seu aprendizado era muito mais fácil do que o do português e das línguas indígenas, bem como permitia a escrita, ao contrário das línguas nativas do Brasil, apenas faladas.
A tradução do hino nacional para o tupi-guarani tem uma particularidade muito interessante: a omissão do trecho "conseguimos conquistar com o braço forte", que os índios interpretam como a conquista da terra pelos invasores portugueses que oprimiram os povos indígenas.
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